ONG Parceira do PortoWeb

Papéis indicam que Jango era monitorado por militares

Operação Condor19/10/2012 | ZH

Papéis indicam que Jango era monitorado por militares

Documentos do Arquivo Nacional mostram que João Goulart esteve sob espionagem do regime

Enviar para um amigo

·         Corrigir

·         Imprimir

Diminuir fonteAumentar fonte

Papéis indicam que Jango era monitorado por militares Divulgação / Arquivo Público/Divulgação / Arquivo Público

Nas imagens produzidas pelo regime, pessoas eram identificadas com números: Jango é o terceiroFoto: Divulgação / Arquivo Público / Divulgação / Arquivo Público

Deposto pelo golpe militar em 1964, o ex-presidente João Goulart, o Jango, exilou-se com a família no Uruguai e, depois, na Argentina. No entanto, mesmo depois de retirado da Presidência, continuou sendo alvo do regime militar.

Fotos e documentos exclusivos do Arquivo Nacional, obtidos pela TV Brasil, mostram que João Goulart era vigiado pelos militares, inclusive em momentos privados, como durante a festa de aniversário em que comemorou 55 anos.

Para o neto de Jango, Christopher Goulart, o avô sabia que era vigiado pelo regime, porém isso não o incomodava:

— Ele não se importava muito, não era uma coisa que o incomodava.

Um documento do Serviço Nacional de Informação (SNI) mostra que as correspondências do ex-presidente eram constantemente lidas e analisadas pelos militares. No próprio documento, datado de 1966, um agente militar revelou que as cartas de Jango eram obtidas de forma clandestina.

Ação conjunta de países começou antes de 1975

Em outro documento, o Centro de Informações do Exterior (Ciex) traz informações sobre uma viagem de Jango para a Argentina. A partir dos detalhes da viagem, os militares classificaram que Jango estava se preparando para retornar ao Brasil.

Para o historiador e professor da UFRGS, Enrique Padrós, Jango foi vítima da Operação Condor, ação conjunta de seis países sul-americanos, inclusive o Brasil, para reprimir opositores às ditaduras militares da região. A operação foi criada oficialmente em 1975, mas começou antes, como mostra a reportagem da TV Brasil.

— Ele foi sistematicamente vigiado, foi sistematicamente atingido, com essa coisa de infiltrarem pessoas ou, talvez, infiltrarem mecanismos para obter informações — completa.

Em 6 de dezembro de 1976, Jango morreu na cidade argentina de Mercedes, onde também viveu durante o exílio.

 


Homenagem, em Montevideo, a Jair Krischke, Presidente do MJDH RS
Personalidades de varios países do se reuniram hoje em Montevideo UR, para homenagear os 80 anos de idade de Jair Krischke
Presidente do Movimento de Justiça e dos Direitos Humanos recebe amanhã, 19, Prêmio no Uruguai por sua luta contra os Direitos Humanos
Abertas as inscrições para o 35º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo – 2018
Faleceu o amigo e colega Luís Milman
Famecos inicia atividades de projeto integrado do curso de Jornalismo
Acolhimento de refugiados em igrejas é alvo de críticas na Alemanha
Jair Krischke é palestrante na VII Conferência Internacional dos Direitos Humanos, na sede da OAB/RS
Morre Helio Bicudo, defensor dos Direitos Humanos
Compañer@s cuban@s:
Mecanismo Especial de Seguimiento para Nicaragua (MESENI) completa tercera semana de trabajo y constata intensificación de represión y operativos por la policía y grupos parapoliciales
Dani Rudnick, no Canadá, representando o PPG Direitos Humanos da Uniritter
Companheiro do MJDH, no Canadá, representando o PPG Direitos Humanos da Uniritter. apresentando paper sobre as prisões brasileiras
I Seminário Democracia e Direitos Humanos: 7 e 8 de junho, em Porto Alegre
Parentes dos desaparecidos continuam a reivindicar verdade e justiça
Conferência Estadual dos Direitos Humanos
Entrega de Prêmio Direitos Humanos ao Diário do Litoral
PRÊMIO DIREITOS HUMANOS DE JORNALISMO - Título: CÁRCERE FLUTUANTE – Verdade ainda submersa. Compareça
Museo inaugura exposición en honor al diplomático sueco y Embajador Harald Edelstam
30ª Medalha Chico Mendes de Resistência - 2018

Página 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | ... || Próxima

A+-     A  ?
» Contatos
Movimento de Justiça e Direitos Humanos

Av. Borges de Medeiros, 340 - 94
Porto Alegre - RS

 (51) 3221-9130
 Fale Conosco









Desenvolvimento PROCEMPA