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CCDH sedia coletiva de imprensa do embaixador do Equador sobre morte de ex-presidente


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CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS

CCDH sedia coletiva de imprensa do embaixador do Equador sobre morte de ex-presidente 
Luiz Osellame - MTB 9500 | Agência de Notícias - 18:18-24/10/2012 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727 - Foto: Gisele Ortolan

Horácio Sevilla Borba, Miki Breier e Jair Krischke durante coletiva na CCDH

Com apoio da Comissão de Cidadania e Direitos (CCDH) da Assembleia Legislativa, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos promoveu na tarde desta quarta-feira (24) coletiva de imprensa com o embaixador do Equador no Brasil, Horácio Sevilla Borja, para falar sobre a suspeita de assassinato do ex-presidente Jaime Roldós Aguillera pela "Operação Condor", em 1981.

 

Acidente suspeito
O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, declarou que a morte do presidente Jaime Roldós Aguillera em acidente aéreo estaria envolta em sérias e graves suspeitas, a principal sendo a de que o incidente que vitimou o primeiro presidente equatoriano eleito democraticamente se insere nos atos perpetrados pela denominada "Operação Condor", desenvolvida no continente americano e patrocinada pelos Estados Unidos.

 

Krischke chamou a atenção dos presentes para o vídeo apresentado durante o evento, em que o ex-agente da Agência de Inteligência Americana (CIA), John Perkins, declara que os presidentes do Equador, Jaime Roldós Aguillera, e do Panamá, Omar Torrijos, foram assassinados. "Junto com o embaixador Sevilla Borja, vamos conversar e traçar planos para avançar na investigação", adiantou.

 

Investigação e punição de culpados
O embaixador enfatizou a importância que o tema dos direitos humanos tem para o povo equatoriano. "Trata-se da preservação dos valores do ser humano, da busca da verdade, de investigar e punir aqueles que no passado abusaram, com métodos antidemocráticos, dos direitos humanos". Para Sevilla Borja, o acidente aéreo que vitimou os presidentes está mal explicado: "Com a declaração de Perkins, existem motivos fundados para que se investigue com profundidade as causas do acidente e se resgate a verdade, inclusive com a condenação dos culpados", observou. 

 

Borja relatou que o interesse do governo equatoriano é buscar a verdade sobre a Operação Condor, que teria ocorrido não somente no Sul do continente, mas também feito vítimas em seu país e na América Central. "Este é o momento de encontrar a verdade, de buscar os culpados e, sobretudo, estabelecer precauções para que estas barbaridades que vivemos em décadas passadas jamais voltem a ser produzidas em nosso continente", exortou.

 

CCDH une-se ao enfrentamento de violações de direitos humanos
O presidente da CCDH, deputado Miki Breier (PSB), destacou que o órgão técnico  trabalha com temas relativos à Comissão da Verdade e com o enfrentamento a qualquer tipo de violação dos direitos humanos. Ele lembrou que o Brasil também enfrentou um duro período de ditadura militar, semelhante aos ocorridos em diversos outros países do continente, em que não faltaram episódios dúbios como o da morte do presidente equatoriano Jaime Roldós Aguillera. "Receber aqui o embaixador do Equador e fazer com que a nossa comissão possa auxiliar neste processo de desvelamento e busca da verdade é fundamental para que nunca mais aconteçam violações, desprezo e desrespeito aos direitos humanos no Brasil e no Mercosul", afirmou o parlamentar.

 

Também participaram da reunião o cônsul honorário do Equador no Rio Grande do Sul, Fernando Quintana Diaz, além de representantes da OAB/RS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). 

 

 


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