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Operação Condor e Riocentro - Ativista Jair Krischke fará revelações à Comissão da Verdade

Operação Condor e Riocentro

Ativista Jair Krischke fará revelações à Comissão da Verdade

Documentos inéditos sobre repressãoserão entregues em Brasília

               A Operação Condor, a transnacional repressiva que assombrou o Cone Sul na década de 1970, e o Caso Riocentro, o fracassado atentado executado por agentes do DOI-CODI no Rio de Janeiro em 1981, serão os temas centrais do testemunho do ativista de direitos humanos Jair Krischke à Comissão Nacional da Verdade (CNV), em Brasília, a partir das 14h desta segunda-feira, 26 de novembro.

             Em audiência aberta ao público, na sala de cinema do Centro Cultural Banco do Brasil [CCBB, SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília, fone: (61) 3313-7314], a CNV receberá do ativista gaúcho de 74 anos documentos inéditos do acervo do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), que ele preside desde 1979, ano de sua fundação. Respeitado internacionalmente, o MJDH de Krischke salvou da tortura, da morte ou do desaparecimento cerca de duas mil pessoas perseguidas durante os anos de chumbo das décadas de 1960 a 1980, quando regimes militares sufocaram a democracia nos países do Cone Sul do continente — Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia, além do próprio Brasil.

            Na sessão da CNV, a ser presidida por Cláudio Fonteles, coordenador-geral, e Rosa Cardoso, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Operação Condor, Krischke mostrará documentos secretos que apontam o Brasil como criador e pioneiro da conexão multinacional que caçou, torturou, matou ou fez desaparecer centenas de dissidentes políticos perseguidos além-fronteira pelo aparato repressivo dos regimes da região.  

            Apoiado na documentação do MJDH, Krischke citará a primeira ação da Condor, ocorrida em Buenos Aires ainda em 1970. O relato será acompanhado da lista oficial, fornecida por canais oficiais de Buenos Aires, com os nomes dos brasileiros ou descendentes desaparecidos na Argentina por ações combinadas da repressão dos dois países. Um documento do DOPS de São Paulo que narra uma operação da Condor, acontecida na capital paulista em 1976, agora faz parte da “Causa Condor” que tramita na Justiça Federal Argentina.

           RIOCENTRO

          O ativista exibirá provas documentais com pedidos ao Brasil da captura de militantes da oposição caçados pela repressão da Argentina, Uruguai e Paraguai, muitos deles até hoje desaparecidos. “Um desses documentos informa com singeleza: ‘preso pelo Exército brasileiro e entregue a polícia do Uruguai contra recibo’”, antecipa Krischke.

          Krischke vai contestar a versão oficial das autoridades militares brasileiras sobre a queima de arquivos, informando sobre o atual paradeiro de documentos supostamente destruídos, sem autorização legal. O presidente do MJDH vai falar, também, sobre a morte misteriosa do coronel Júlio Miguel Molina Dias, que comandava o DOI do I Exército na noite do atentado do Riocentro, em 1981.

          O coronel foi assassinado com vários tiros na noite de quinta-feira, 1º de novembro passado, em Porto Alegre, onde morava há alguns anos. Documentos pessoais do coronel, dando detalhes sobre o atentado do Riocentro e o recebimento de explosivos pelo DOI-CODI naquela noite, foram entregues à polícia pela filha do militar. Agora sob guarda do governador Tarso Genro, este material está sendo requisitado pela Comissão Nacional da Verdade. Krischke defende uma investigação profunda sobre a morte do coronel, temendo uma eventual “queima de arquivo”.

          Após seu depoimento formal e aberto à CNV, Jair Krischke estará à disposição da imprensa para responder a outras perguntas.  


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