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Rádio Guaíba- Em audiência em Brasília, presidente da entidade, Jair Krischke, também revelou documentos inéditos sobre a repressão militar

Movimento dos Direitos Humanos pede apoio da Comissão Nacional da Verdade para abrir documentos do Dops gaúcho

Em audiência em Brasília, presidente da entidade, Jair Krischke, também revelou documentos inéditos sobre a repressão militar

O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, mostrou documentos e narrou à Comissão Nacional da Verdade, em Brasília, na tarde desta segunda-feira, fatos inéditos sobre os anos de Chumbo no Brasil, entre os anos de 60 e 80.

O manifesto de Krischke foi embasado em três pilares: a morte do coronel reformado do Exército Julio Miguel Molina Dias, ocorrida em 1° de novembro em Porto Alegre, e a necessidade de mais investigação sobre o assassinato; a revelação dos locais do País onde estão guardados documentos do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), que nunca vieram à tona, e a apresentação de documentos revelando que surgiu a partir do Brasil a iniciativa de criação da Operação Condor, que uniu as Forças Armadas na América Latina para combater os movimentos de esquerda no continente. 

Durante a audiência, Krischke solicitou que a CNV requisite toda a documentação do Dops gaúcho que permanece ocultada pelo Comando Militar do Sul – hoje denominado Estado-Maior do Comando da 3ª Região Militar do Exército, responsável pela efetivo militar dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – a fim de elucidar casos de repressão e tortura no regime militar ocorridos no Estado. 
O pedido ocorreu após o governador Tarso Genro declarar que investigações desta natureza não cabem ao órgão gaúcho, criado neste ano. “Como o governador Tarso disse que seria de competência da Comissão Nacional da Verdade (investigar casos sobre a ditadura militar) eu apresentei o pleito. Que se requisite todo este acervo, porque isso pertence ao Rio Grande do Sul. Este arquivo trata tanto da repressão quanto de aspectos históricos importantíssimos do Estado”, exclamou. Com isso, a possibilidade de repassar estes arquivos à Comissão Estadual da Verdade foi rechaçada pelo ativista.

Ainda sobre o assassinato do militar reformado, Krischke ponderou que cabe à polícia fazer a investigação, mas que a tese mais provável é a de que Molina Dias tenha sido morto em virtude de possuir um arsenal de cerca de 20 armas em casa. Para o ativista, não há indícios de que a execução tenha ocorrido em represália às ações praticadas pelo militar na época da Ditadura.

Nesta terça-feira, Tarso Genro entrega o material apreendido pela Polícia Civil gaúcha na residência de Molina Dias, que era comandante do Destacamento de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) aos representantes da Comissão Estadual e Nacional da Verdade. Nos arquivos, há detalhes até então não revelados sobre o episódio do Riocentro, em 1981, quando uma bomba explodiu na Barra da Tijuca em meio a uma festa do Dia do Trabalhador. O Exército, que teve participação no atentado, nunca admitiu essa hipótese e, na época, atribuiu o atentado à "esquerda subversiva". Também havia, na casa de Molina Dias, documentos que podem esclarecer o desaparecimento do ex-deputado carioca Rubens Paiva, ocorrido em 1971. Até hoje, a morte do ex-parlamentar, que foi preso - e pode ter sido torturado - pelo regime militar nunca se esclareceu.

     Ouça o áudio: Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke

http://www.radioguaiba.com.br/Player.aspx?Data=11/26/2012%2018:51:13&Arquivo=297022&Ext=MP3&Legenda=Presidente%20do%20Movimento%20de%20Justi%C3%A7a%20e%20Direitos%20Humanos%20(MJDH),%20Jair%20Krischke

 


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