ONG Parceira do PortoWeb

Após quase 1 ano, Comissão da Verdade é alvo de críticas

 

Folha de São Paulo – dia 15 de abril

Após quase 1 ano, Comissão da Verdade é alvo de críticas

Membros do grupo temem frustração com resultado final das investigações

Segundo essas análises, desafio de reconstituir fatos de décadas atrás foi ampliado por erros conceituais e de gestão

JOÃO CARLOS MAGALHÃES MATHEUS LEITÃO DE BRASÍLIA

A Comissão Nacional da Verdade aproxima-se da metade do seu prazo de funcionamento sem ter revelado nenhuma novidade relevante sobre a ditadura militar (1964-1985) e sob dúvidas se vai detalhar todas as violações aos direitos humanos no regime.

Ouvidos pela Folha sob condição de anonimato, integrantes da própria comissão, da cúpula do governo e de comitês da sociedade civil se dizem céticos.

Para eles, a comissão, que encerra os trabalhos em maio de 2014, talvez esclareça só alguns casos, sem resolver a principal incógnita: quem, e a mando de que oficial, foi responsável por cada uma das mortes, torturas e desaparecimentos devido à Lei da Anistia, não pode haver punição a essas pessoas.

A reconstituição de fatos ocorridos há décadas foi dificultado por erros conceituais e de gestão, dizem os críticos.

Eles acham, por exemplo, que o grupo errou ao adotar uma coordenação rotativa, o que faz as determinações mudarem de acordo com as convicções do chefe da vez antes do atual, Paulo Sérgio Pinheiro, ocuparam a função Gilson Dipp e Claudio Fonteles.

Outro problema apontado é que o grupo ainda não aproveitou o que o próprio governo já produziu sobre a ditadura, como papéis da Comissão da Anistia usados até aqui apenas pontualmente.

O caso de maior evidência até agora, o do deputado Rubens Paiva, ganhou força por novidades surgidas a partir de documentos entregues à polícia do Rio Grande do Sul e revelados pela imprensa.

O Estado já reconheceu responsabilidade pela morte de Rubens Paiva, mas os culpados e o que ocorreu com o corpo ainda são um mistério.

Não houve avanço em outros grandes casos, como a Guerrilha do Araguaia o atentado no Riocentro.

Mas o ponto mais polêmico internamente é a divulgação dos trabalhos. Por enquanto, vence a maioria, encabeçada por Pinheiro, para quem a comissão deveria trabalhar em silêncio e apresentar um relatório com suas conclusões daqui a um ano.

De outro lado estão Fonteles e Rosa Cardoso, para quem o grupo também deveria produzir ampla discussão pública sobre a ditadura.

Além disso, membros do grupo afirmam que os trabalhos são prejudicados pelas ausências de Dipp, doente há meses, e pela falta de dedicação dos sete integrantes. Dizem, por exemplo, que José Paulo Cavalcanti não estaria comprometido com a comissão. Ele nega.


Homenagem, em Montevideo, a Jair Krischke, Presidente do MJDH RS
Personalidades de varios países do se reuniram hoje em Montevideo UR, para homenagear os 80 anos de idade de Jair Krischke
Presidente do Movimento de Justiça e dos Direitos Humanos recebe amanhã, 19, Prêmio no Uruguai por sua luta contra os Direitos Humanos
Abertas as inscrições para o 35º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo – 2018
Faleceu o amigo e colega Luís Milman
Famecos inicia atividades de projeto integrado do curso de Jornalismo
Acolhimento de refugiados em igrejas é alvo de críticas na Alemanha
Jair Krischke é palestrante na VII Conferência Internacional dos Direitos Humanos, na sede da OAB/RS
Morre Helio Bicudo, defensor dos Direitos Humanos
Compañer@s cuban@s:
Mecanismo Especial de Seguimiento para Nicaragua (MESENI) completa tercera semana de trabajo y constata intensificación de represión y operativos por la policía y grupos parapoliciales
Dani Rudnick, no Canadá, representando o PPG Direitos Humanos da Uniritter
Companheiro do MJDH, no Canadá, representando o PPG Direitos Humanos da Uniritter. apresentando paper sobre as prisões brasileiras
I Seminário Democracia e Direitos Humanos: 7 e 8 de junho, em Porto Alegre
Parentes dos desaparecidos continuam a reivindicar verdade e justiça
Conferência Estadual dos Direitos Humanos
Entrega de Prêmio Direitos Humanos ao Diário do Litoral
PRÊMIO DIREITOS HUMANOS DE JORNALISMO - Título: CÁRCERE FLUTUANTE – Verdade ainda submersa. Compareça
Museo inaugura exposición en honor al diplomático sueco y Embajador Harald Edelstam
30ª Medalha Chico Mendes de Resistência - 2018

Página 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | ... || Próxima

A+-     A  ?
» Contatos
Movimento de Justiça e Direitos Humanos

Av. Borges de Medeiros, 340 - 94
Porto Alegre - RS

 (51) 3221-9130
 Fale Conosco









Desenvolvimento PROCEMPA