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JOÃO GOULART - Documentário questiona circunstâncias da morte

O filme "Dossiê Jango" foi lançado, simultaneamente, nos cinemas e na loja virtual iTunes


Paulo Henrique Fontenelle estreou, como diretor de longas-metragens, com o documentário "Loki?", uma obra essencial para compreender a vida, a obra e a relevância do músico Arnaldo Baptista, do mítico trio tropicalista Os Mutantes. Apaixonado por música, o realizador já trabalha em outro documentário tendo em foco outra figura central do rock brasileiro: a cantora Cássia Eller (1962 - 2001). O filme, promete, fica pronto entre o fim deste ano e o começo de 2014. Entre um filme e outro, Fontenelle deu uma escapada do universo musical, mergulhando em águas ainda mais turbulentas e dramáticas do que aquelas que conheceu com Arnaldo e Cássia. Os momentos finais de João Goulart (1919 - 1964), ex-presidente brasileiro arrancado do poder pelo Golpe Militar de 64, são o tema do filme "Dossiê Jango", produzido pelo Canal Brasil. O documentário está em cartaz em algumas capitais do País (Fortaleza ficou de fora), mas pode ser visto na internet.
João Goulart cumprimenta o presidente John Kennedy: Estados Unidos tinham interesse na queda de Jango. Temiam que o Brasil se torna-se uma nova Cuba

O filme põe o dedo na ferida do passado ditatorial do Brasil. Investiga um de seus episódios mais controversos, ainda que bem menos comentado que outros igualmente marcantes do período. O "Dossiê" reúne informações, documentos e depoimentos sobre a estranha morte de Jango no exílio argentino, em 1976.

Oficialmente, Jango morreu vítima de um infarto, na província de Corrientes, em 6 de dezembro daquele ano. Para muita gente, ele foi vítima de uma operação conjunta dos regimes militares do cone sul. Afinal, outras 19 pessoas morreram de ataques cardíacos à mesma época; e, poucos meses antes, opositores das ditaduras argentina e uruguaia foram mortos, de forma violenta. Para endossar a tese daqueles que defendem a existência de uma conspiração, Juscelino Kubitschek (1902 - 1976) e Carlos Lacerda (1914 - 1977) também morreram pouco tempo depois de Jango. Rivais políticos, os três chegaram a assinalar uma parceria para retomar a democracia no País, medida que foi rechaçada por cassação de direitos políticos e pelo AI-5.


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João Goulart cumprimenta o presidente John Kennedy: Estados Unidos tinham interesse na queda de Jango. Temiam que o Brasil se torna-se uma nova Cuba

O filme põe o dedo na ferida do passado ditatorial do Brasil. Investiga um de seus episódios mais controversos, ainda que bem menos comentado que outros igualmente marcantes do período. O "Dossiê" reúne informações, documentos e depoimentos sobre a estranha morte de Jango no exílio argentino, em 1976.

Oficialmente, Jango morreu vítima de um infarto, na província de Corrientes, em 6 de dezembro daquele ano. Para muita gente, ele foi vítima de uma operação conjunta dos regimes militares do cone sul. Afinal, outras 19 pessoas morreram de ataques cardíacos à mesma época; e, poucos meses antes, opositores das ditaduras argentina e uruguaia foram mortos, de forma violenta. Para endossar a tese daqueles que defendem a existência de uma conspiração, Juscelino Kubitschek (1902 - 1976) e Carlos Lacerda (1914 - 1977) também morreram pouco tempo depois de Jango. Rivais políticos, os três chegaram a assinalar uma parceria para retomar a democracia no País, medida que foi rechaçada por cassação de direitos políticos e pelo AI-5.

filme que veio do filme

"O tema do Jango apareceu com um projeto do Roberto Farias, que chegou ao Canal Brasil, onde trabalho. Ele quer fazer um filme de ficção sobre os anos finais de João Goulart. Começamos a ajudá-lo, fazendo entrevistas, para conhecermos melhor a história do personagem", declara o diretor de "Dossiê Jango", Paulo Henrique Fontenelle.

O documentarista conta que a pesquisa para o filme de Farias converteu-se em uma produção autônoma quando eles entrevistaram, por oito horas, Mario Neira Barreiro, ex-agente policial do Uruguai, que está preso no Rio Grande do Sul. "Ele tinha muita informação. Contava as histórias com muitos detalhes que pudemos comprovar mais tarde".

Confrontar depoimentos com documentos foi necessário, sobretudo para não endossar teorias da conspiração mais criativas do que fundamentadas. Pata tal, a equipe do documentário contou com a colaboração de gente como o jornalista uruguaio Roger Rodriguez e a Ong Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre, que há décadas investigam casos do tipo envolvendo os governos ditatoriais latino americanos.


 

 

 

 

 

Atual

Foram três anos para chegar ao retrato final que se vê na tela. "É o caso mais emblemático de uma história oficial que merece ser recontextualizada, de tão contada que é. Imagine: um ex-presidente do Brasil morre de maneira suspeita no exílio e ninguém investiga. Além disso, ele é um personagem que ficou meio esquecido, mas que é superinteressante. Era um cara com ideias revolucionárias. Muitas das passeatas de hoje têm pautas que são ideias defendidas por Jango há 50 anos. Por aí se vê como o Brasil ficou parado por conta do Golpe Militar", avalia o documentarista.

João Goulart já havia sido cinebiografado em outro importante documentário. "Jango", de Silvio Tendler, foi lançado em 1984, na reta final do processo da redemocratiza-ção, com o sugestivo slogan "Como, quando e por que se derruba um presidente".

FIQUE POR DENTRO

Filme tem distribuição por diversos canais
Outra coisa que chama atenção em "Dossiê Jango" é a estratégia escolhida para o lançamento do documentário: envolvendo exibição em cinemas, distribuição online e veiculação na TV paga. Desde o dia 5 de julho, o filme está em cartaz em salas de cinema de Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Estreou, simultaneamente, no iTunes, a loja de mídia fonográfica e audiovisual da Apple - pode ser alugado por US$ 4,99 e comprado por US$ 19,99.

"Para mim, o melhor lugar para ver o filme é a sala de cinema. Acontece que está muito difícil conseguir salas de cinema. A concorrência com as megaproduções comerciais é muito desigual. Levar o filme para a internet foi uma iniciativa até revolucionária do Canal Brasil. O iTunes é uma grande alternativa para o documentário chegar em lugares que não teremos sessões, como em Fortaleza", avalia o diretor do longa-metragem Paulo Henrique Fontenelle. Nos próximos dias, o filme estará disponível para os assinantes da Net pelo canal Now (em que é possível alugar filmes que ainda não estrearam na programação normal das TV pagas). Em setembro, o Canal Brasil exibirá o longa na faixa "Seleção Brasileira", além de lançar o documentário em DVD.


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