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MARCAS DA MEMÓRIA É DESTAQUE NA IMPRENSA- INAUGURADA PLACA NO LOCAL ONDE FUNCIONOU O “PRESÍDIO MILITAR ESPECIAL”

50 ANOS DO GOLPE

 

INAUGURADA PLACA > NO LOCAL ONDE FUNCIONOU O “PRESÍDIO MILITAR ESPECIAL”

 

23 de abril de 2014

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Correio do Povo

Porto Alegre, 24 de Abril de 2014

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura

Instalação foi feita em frente ao Instituto Estadual de Educação Paulo Gama

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura<br /><b>Crédito: </b> André Ávila

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura 
Crédito: André Ávila

O projeto Marcas da Memória instalou nesta quarta uma placa em frente ao Instituto Estadual de Educação Paulo Gama, no bairro Partenon, em Porto Alegre, para lembrar a prisão de mais 80 policiais militares durante a ditadura. Antes de virar escola, o prédio abrigou o Presídio Militar Especial, em 1964. “Homens respeitados comentaram o único crime de pensar diferente. Ninguém pode atribuir a eles qualquer ação. Eles eram legalistas”, disse o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke. A entidade está fazendo um mapa na Capital para assinalar os locais de tortura e prisões políticas durante o regime golpista. Essa foi a segunda instalação até agora. 

Nas salas de aula, usadas como celas, o militar aposentado Reginaldo Ives Barbosa,74, ficou enclausurado, sem qualquer contato com a família que morava a uma quadra dali, por oito meses. “Sofri tortura física e psicológica”, relatou. Ele, que atuava no 1º Batalhão de Polícia de Guarda recebeu voz de prisão do comandante por ter participado de manifestação em favor do presidente deposto João Goulart. Assim como ele, outros policiais presos na época estiveram na cerimônia para recordar do período de chumbo, que segundo eles, não pode ser esquecido.

O movimento estima que 75% da atual população brasileira não era nascida quando ocorreu o golpe. Por isso, os locais estão sendo identificados antes que a história se perca. São mais de dez pontos a serem destacados.

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24/04/2014

DIREITOS HUMANOS 

Escola Paulo da Gama recebe placa através do projeto Marcas da Memória

CAROLINA HICKMANN/ESPECIAL/JC

Prefeito José Fortunati e ex-presos políticos no descerramento da placa na Escola Pualo da Gama

Prefeito José Fortunati e ex-presos políticos no descerramento da placa na Escola Pualo da Gama

A Escola Estadual Paulo da Gama, que serviu como Presídio Especial de praças durante o regime militar, foi o segundo ponto a receber a identificação de local de tortura na cidade de Porto Alegre. O ato ocorreu na manhã desta quarta-feira (23) e atraiu a atenção dos curiosos que passavam pela avenida Silvado, bairro Partenon. A data foi escolhida por tratar-se dos 50 anos da chegada dos militares ao presídio.

"Tudo o que nós fizemos foi defendendo nosso país. Nós arriscamos a nossa vida!", explicou o coronel Emilio Neme, após o ato.

"Nós tínhamos o poder da ação correta", concluiu. Seu filho, que esteve ao seu lado durante toda a atividade, também esteve presente durante sua prisão. "Eu via ele aqui [na Paulo da Gama], tinha 10 anos. Agora me emocionei muito. Eu não entendia o que estava acontecendo na época, mas é sempre bom resgatar os valores do passado", explica Sérgio Neme, que se diz "um pouco mais aliviado" com a placa.

Em entrevista ao Jornal do Comércio, o capitão Reginaldo Ives da Rosa Barbosa, que esteve preso no local, contou que 50 anos após sua prisão, ainda carrega cicatrizes de baioneta em suas costas. Junto com ele esteve preso seu tio, Danilo Elizeu Gonçalves, já falecido. Sua filha, Dalila Gonçalves, esteve presente no ato. Muito emocionada, ela desabafou, dizendo que era um momento difícil, apesar de representar uma espécie de marco reconfortante. "Eu agora posso falar, mas a minha emoção eu não posso conter. É difícil, mas ao mesmo tempo isso é muito bom para que o Brasil saiba o que realmente aconteceu aqui. Existia uma elite que queria o Brasil só para eles, mas o Brasil é dos brasileiros", afirmou.

A diretora da Escola, Nilse Christ Trennetohl, ficou emocionada durante a cerimônia.

"É difícil, um lado se alegra já que a memória vai ser preservada, por outro lado a gente sente um certo constrangimento pela escola ter servido a algo tão triste", demostrando-se constrangida mesmo sem qualquer envolvimento.

O descerramento da placa faz parte do projeto Marcas da Memória, do Movimento Justiça e Direitos Humanos em parceria com a prefeitura de Porto Alegre. "Nós estamos aqui plantando uma semente que diz que nós iremos continuar lutando por uma sociedade livre", disse, na ocasião, o prefeito José Fortunati, também presente no ato. Fortunati terminou sua fala exaltando a democracia no Brasil.

Prefeitura de Porto Alegre

Marcas da Memória instala placa em escola para repudiar ditadura

23/04/2014 15:32:14

Foto: Luciano Lanes / PMPA
Prefeito destacou a importância do ato que faz resgate da história brasileira

Prefeito destacou a importância do ato que faz resgate da história brasileira

Dando seguimento ao Termo de Cooperação existente entre a Prefeitura de Porto Alegre e o Movimento de Justiça e Direitos Humanos, o prefeito José Fortunati participou nesta quarta-feira, 23, da inauguração da placa “Marcas da Memória” que foi colocada na calçada em frente ao Colégio Paulo da Gama, no bairro Partenon. O projeto Marcas da Memória tem como objetivo instaurar no mobiliário urbano de Porto Alegre signos históricos e políticos de repudio à ditadura, assim como tornar público os locais que foram centro de detenção e tortura, como elemento de debate e reflexão critica. Participaram do ato militares, ex-presos políticos e seus familiares. (fotos)

Conforme o presidente do movimento, Jair Krischke, nesta quarta-feira, 23, completam-se 50 anos da utilização do prédio que foi construído para ser uma escola, mas que foi requisitado à prefeitura pelo Comando do Exército para servir como Presídio Militar Especial. De abril a novembro de 1964, as salas de aulas serviram de celas para cerca de 80 brigadianos presos políticos. 

Fortunati destacou a importância do ato que faz um resgate da história brasileira.”Foi um período obscuro, por isso é importante marcar os equipamentos usados para atos contra a democracia. Vamos continuar lutando por uma sociedade livre e justa que preserve o direito a diferença de pensamento”.

O militar Reginaldo Barbosa, de 74 anos, relatou que esteve oito meses preso no local sem nenhum contato com a família, que morava a menos de uma quadra de distância. "Foi um período terrível, por isso hoje é uma data muito importante de lembrar e não deixar que se repitam mais este tipo de violação aos direitos humanos”.

 

MARCAS DA MEMÓRIA II

(Presídio Militar Especial)

 

 

TRECHO DE HISTÓRIA REATIVADA

RESGATANDO ESPAÇO MARCADO

DE ÉPOCA A SER CULTUADA

LEMBRANDO AMARGO LEGADO

 

EXEMPLO A SER RECORDADO

POR FUTURAS GERAÇÕES

EM PLACA IDENTIFICANDO

LOCAL TRISTE DE PRISÕES!

 

FICA ASSIM PERPETUADO

EM PALCO DE FALSA PREMISSA

CASTIGO INUMANO APLICADO

A QUEM CLAMAVA JUSTIÇA!

 

GESTO DE RECONHECIMENTO

MAPEANDO TERRÍVEIS ENGANOS

COMETIDOS EM DETRIMENTO

DOS DIREITOS MAIS HUMANOS

 

DOS FATOS DESSE PASSADO,

OLVIDO É O QUE NÃO SE ESPERA.

AQUI FICA ASSENTADO

 

O REGISTRO DE UMA ERA!

 

Geraldo E. P. de Carvalho


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