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Para ser jornalista, é necessário sempre buscar descobrir a verdade, diz estudante vencedora do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo


Com apenas 23 anos de idade, aestudante de jornalismo Carolina Hickmann, da Famecos (Faculdade de Comunicação Social) da PUC Rio Grande do Sul, conquistou o primeiro lugar na categoria Acadêmico da 31ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo após elaborar um mapa interativo.


O projeto, intitulado Cartografia da Ditadura Militar, recebeu o nome de Mapa do Golpe em Porto Alegre. Sua principal intenção foi elaborar uma sinalização interativa apontando os principais locais onde houve violações aos Direitos Humanos em Porto Alegre durante o período da Ditadura Militar. Segundo Carolina, além de apontar os locais onde os opositores foram reprimidos pelo regime, a matéria também indica certos pontos importantes para a vitória dos Direitos Humanos pelo fim da Ditadura, tais como a frente da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, onde ocorreu o comício das Diretas Já.

 

“O grupo era formado por mais três pessoas: Vagner Ribas, responsável pela programação e design, eAmanda Jansson e Paulo Serpa, responsáveis pela edição. Durante a elaboração do mapa, eu fui atrás de informações, e tive a oportunidade de conversar com muitas pessoas que vivenciaram o período em questão. Foi uma tarefa muito trabalhosa, uma vez que enfrentei a dificuldade de encontrar pessoas para conversar, além de legitimar todos os depoimentos dados pelos entrevistados”, afirmou a estudante.

 

Carolina também destacou a importância do apoio de seus professoresamigos e família: “Eu recebi muito apoio e incentivo por parte da minha equipe, e também pude contar com o incentivo do professorFabian Chelkanoff, coordenador do curso de Jornalismo da Famecos. A minha família e o meu namorado também foram fundamentais durante esse período.”

 

A aluna contou qual foi a sua principal fonte de inspiração para o aprofundamento nos assuntos ligados aos Direitos Humanos: “quando recebi o prêmio, não pude deixar de pensar no Antonio Rosada, último preso político anistiado no estado. Conhecemo-nos por meio de um comitê a respeito do tema, na própria faculdade. Em um episódio, estávamos conversando sobre Direitos Humanos e durante a conversa, eu apresentava uma série de dúvidas a respeito do tema. Nesse momento, ele me confortou e aconselhou, de uma forma muito carinhosa. Isso me emocionou bastante. Infelizmente, ele já havia falecido quando a minha matéria foi premiada. Ele faz uma falta enorme”, afirmou.

 

“O meu interesse específico pelo tema surgiu logo quando eu tive acesso ao Código de Ética do Jornalista: a partir desse momento, procurei trabalhar mais com assuntos relacionados a uma mídia mais combativa e investigativa”, completou a estudante.

 

A estudante da Famecos também nos contou como e quando surgiu o seu interesse pelo Jornalismo: “Quando eu era mais nova, não sabia ao certo se desejava cursar Letras ou História. Eu sempre gostei delidar e conversar com as pessoas, e por isso escolhi o Jornalismo, profissão que abrange tanto o meu gosto tanto pela leitura quanto pela escrita.”

 

Carolina ainda aconselha os estudantes que pretendem estudar na área: “Em minha opinião, para ser jornalista, é necessário ser curioso e sempre buscar descobrir a verdade. Além disso, o comunicador deve estar sempre à procura por novas informações”, concluiu.


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