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Projeto Marcas da Memória instala 8ª placa em Porto Alegre

Projeto Marcas da Memória instala 8ª placa em Porto Alegre

30/08/2016 18:22:18

Foto: Luciano Lanes /PMPA
Projeto prevê a identificação dos locais que abrigaram tortura durante a ditadura

Projeto prevê a identificação dos locais que abrigaram tortura durante a ditadura

Foto: Luciano Lanes /PMPA
No local, eram aportados barcos que conduziram presos políticos à Ilha Presídio

No local, eram aportados barcos que conduziram presos políticos à Ilha Presídio

Foi demarcado nesta terça-feira, 30, o 8º ponto estratégico que deu suporte ao movimento repressivo da ditadura militar (1964-1985) na Capital. O prefeito José Fortunati, juntamente ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos, realizou o descerramento de mais uma placa do Projeto Marcas da Memória, localizada na calçada em frente ao Cais da Vila Assunção. O ato ocorreu na mesma data em que é comemorado o Dia Internacional do Preso Político Desaparecido. (fotos)
 
Durante a ditadura militar de 1964, neste cais onde hoje funciona o Laboratório Central do Departamento Autônomo de Estradas e Rodovias (Daer), eram aportados os barcos que conduziram mais de uma centena de presos políticos à Ilha Presídio. Pilotados pela Polícia Civil, com segurança da Brigada Militar e sob a inteligência do Exército Brasileiro, os prisioneiros iam e voltavam para interrogatórios e sessões de tortura no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), até 31 de dezembro de 1972.
 
Conforme o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, o projeto prevê a identificação dos locais que abrigaram tortura durante a ditadura. A intenção é tornar públicos todos os espaços que foram centros de detenção e tortura, bem como incentivar atividades culturais que propiciem o conhecimento e a reconstrução da memória histórica desse período.
 
Fortunati falou da importância da iniciativa que resgata a história e a memória de uma época opressora. “É fundamental que as novas gerações saibam da história de abuso e opressão que ocorreu na nossa cidade, para que nunca mais se volte a falar em ditadura”, declarou. De acordo com Fortunati esse é um dos locais mais simbólicos, já que foi por onde embarcaram para a Ilha do Presídio mais de 100 personalidades políticas. “Estamos sacramentando algo na cidade para recordar um momento triste que não deve ser repetido”, concluiu. 
  
Locais que já receberam as placas:

- Praça Raul Pilla, local do antigo Quartel da Polícia do Exército;
- Calçada em frente ao Colégio Paulo da Gama, local que serviu como Presídio Militar Especial;
- Calçada em frente ao Palácio da Polícia, onde presos políticos foram torturados durante o regime militar e, no segundo andar, houve tortura e homicídios nas salas onde funcionaram o Departamento de Ordem Política e Social (Dops/RS);
- Rua Santo Antônio, 600, onde funcionou o chamado Dopinho, primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul;
- Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), onde foram detidos mais de 300 presos políticos durante o período da ditadura;
- Avenida Bento Gonçalves, em frente ao número 4.592, onde existiu um local da prática de tortura no período de exceção. No local, havia o quartel do 18º Regimento de Infantaria (18 RI) e a conhecida "cela do boi preto";
- Calçada em frente ao Presídio Central, local que foi espaço para prisões arbitrárias e torturas de presos políticos.


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