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O Brasil perde uma eferência na ciência política, Moniz Bandeira, que morre aos 81 anos

Referência na ciência política, Moniz Bandeira morre aos 81 anos. Ele foi indicado brasileiro ao Nobel, ele vivia na cidade alemã de Heidelberg, onde era cônsul honorário

Morreu nesta sexta-feira 10, em Heidelberg, na Alemanha, o historiador e cientista político , um dos mais notáveis intelectuais brasileiros e um pioneiro no estudo das Relações Internacionais.

Moniz Bandeira tinha problemas cardíacos e estava internado desde outubro.
Ele morreu por volta das 14h na cidade alemã de Heidelberg, onde encontrava-se radicado e era cônsul honorário do Brasil. Ele deixa a mulher Margot Elisabeth Bender, de nacionalidade alemã, e o filho, Egas.
Em janeiro deste ano Moniz Bandeira concedeu uma entrevista sobre seu último livro, A Desordem Mundial, no qual analisa as consequências para o resto do planeta das intervenções militares e diplomáticas dos Estados Unidos nas últimas décadas.
Moniz Bandeira era doutor em Ciência Política pela USP, professor aposentado de história da política exterior do Brasil na Universidade de Brasília e professor-visitante nas universidades de Heidelberg, Colônia, Estocolmo, Buenos Aires, Nacional de Córdoba e Técnica de Lisboa.

O cientista político era especialista em política exterior do Brasil, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos.

Em 2015, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como "intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos".

No ano seguinte foi homenageado na UBE com o seminário "80 anos de Moniz Bandeira", ocasião em que sua obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático

Algumas de suas obras mais relevantes são Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul) e Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque), pela qual ganhou o prêmio Juca Pato, ao ser eleito pela UBE, por aclamação, como Intelectual do Ano 2005.
Além de influente intelectual, Moniz Bandeira também teve uma importante trajetória de militância política. Filiado ao Partido Socialista Brasileiro, acompanhou João Goulart em seu exílio no Uruguai após o golpe de 1964.
Clandestino em São Paulo, publicou em 1967 o livro O Ano Vermelho – Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil. Em 1973, quando ele já estava outra vez preso, a Editora Civilização Brasileira lançou Presença dos Estados Unidos no Brasil (Dois séculos de História), que se tornou um clássico na área de relações internacionais. O livro foi traduzido para o russo e publicado na então União Soviética.
Durante o governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, nos anos 1980, Moniz Bandeira foi nomeado Diretor-Superintendente do Instituto Estadual de Comunicação.

Prof. Moniz Bandeira foi o curador de nossa exposição:
“Onde a Esperança se refugiou – a história do Movimento de Justiça e Direitos Humanos”. - Desde já meus agradecimentos a todo o apoio dado.

Jair Krischke – Presidente
Movimento de Justiça e Direitos Humanos

MARCAS DA MEMÓRIA- PLACA DESCERRADA NO DIA DOS DIREITOS HUMANOS
CONVITE : INAUGURAÇÃO DE PLACA NO LOCAL DE TORTURAS DO EX QUARTEL DA POLÍCIA DO EXÉRCITO
Vencedores do XXX PRÊMIO DIREITOS HUMANOS DE JORNALISMO/ 2013. Cerimônia de entrega dos prêmios: Dia 10 de dezembro de 2013, às 20 horas -Auditório da OAB/RS (Rua Washington Luiz, 1.110 – 2º andar)
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NOTA OFICIAL DO MJDH SOBRE O CAOS PRISIONAL DO RS.
Inscrição ao prêmio de jornalismo encerra sexta-feira, dia 22.
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Lançado o 30º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo
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